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Representação em Portugal

Dia Mundial da Ajuda Humanitária: declaração conjunta da Alta Representante/Vice-Presidente Kallas e da Comissária Lahbib

No Dia Mundial da Ajuda Humanitária, a Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança/Vice-Presidente da Comissão, Kaja Kallas, e a Comissária para a Igualdade, Preparação para Crises e Gestão de Crises, Hadja Lahbib:

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  • 19 de agosto de 2026
  • Representação em Portugal
  • 3 min de leitura
Ajuda Humanitária União Europeia
© União Europeia, 2026 (Fritz Butze)

«No Dia Mundial da Ajuda Humanitária, prestamos homenagem à extraordinária coragem dos trabalhadores humanitários que todos os dias se expõem a situações de perigo ao fornecerem alimentos, água, abrigo e cuidados médicos a pessoas desesperadas. A sua dedicação — muitas vezes em locais para onde o mundo deixou de olhar — é uma das expressões mais poderosas de solidariedade da humanidade.

A sua coragem tem muitas vezes um custo terrível. Os trabalhadores humanitários continuam a ser atacados, raptados e mortos a um ritmo alarmante. Até à data, em 2026, foram mortos 82 trabalhadores humanitários, 39 foram raptados e 97 ficaram feridos. Os ataques contra pessoal humanitário, hospitais e alvos civis não são acidentes, mas sim violações do direito internacional humanitário. No entanto, a lei é clara: a proteção dos civis, incluindo os trabalhadores humanitários, não é facultativa. A impunidade só alimenta novas atrocidades.

Atualmente, a dimensão do sofrimento humanitário mundial é impressionante. No Sudão, uma das piores crises humanitárias do mundo continua a ceifar vidas e a deslocar milhões de pessoas, enquanto o acesso humanitário é sistematicamente bloqueado. Em Gaza, a destruição e o sofrimento continuam numa escala catastrófica. Na Ucrânia, a guerra de agressão da Rússia criou necessidades humanitárias que se estendem muito para além das fronteiras do país, perturbando as cadeias de abastecimento alimentar e empurrando as comunidades vulneráveis para crises mais profundas em África e no Médio Oriente. Do Corno de África ao Sael, do Afeganistão a Mianmar, as crises humanitárias continuam a desenvolver-se com muito pouca atenção a nível mundial.

As tecnologias emergentes estão a transformar radicalmente a guerra, criando novos riscos para os civis e colocando ainda mais à prova o respeito pelo direito internacional humanitário. 

A União Europeia é um dos maiores doadores humanitários do mundo e estamos determinados a manter o rumo traçado. Contudo, o financiamento, por si só, não é suficiente. Temos de prosseguir a nossa diplomacia humanitária para defender um acesso humanitário rápido, seguro e sem entraves, para que os trabalhadores humanitários possam chegar às pessoas necessitadas.

Cada uma das mortes de trabalhadores humanitários não representa apenas uma tragédia pessoal; constitui também um fracasso da comunidade internacional em honrar os seus compromissos mais básicos.

Através do seu programa de resposta rápida Protect Aid Workers (Proteger os trabalhadores humanitários), a UE presta apoio imediato aos trabalhadores humanitários locais alvo de ataques. Este apoio é vital: os trabalhadores humanitários locais representam 90 % das pessoas visadas, embora muitas vezes não disponham das proteções ao dispor do pessoal internacional. Em 2025, o programa prestou assistência a 782 trabalhadores humanitários em 25 países.

Saudamos todos os trabalhadores humanitários pela sua coragem e pelo seu trabalho fundamental. A ajuda humanitária é uma expressão da nossa humanidade comum. A UE continua a ser um doador humanitário empenhado enquanto as necessidades persistirem.»

 

Para mais informações, consultar a declaração.

  • Conheça as Vozes da Humanidade, pessoas dedicadas a garantir as necessidades básicas das populações em zonas afetadas por crises, trabalhando em algumas das condições mais adversas do mundo.

 

Vozes da Humanidade, voices of humanity

 

Data de publicação
19 de agosto de 2026
Autor/Autora
Representação em Portugal