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Representação em Portugal
Notícia1 outubro 2020Representação em Portugal

O potencial, desafios e mudanças de paradigma no jornalismo e na cultura: uma conversa entre Catarina Carvalho e Mafalda Dâmaso no podcast #AEuropaaos70

Estreia hoje, 1 de outubro, o sétimo episódio do podcast «A Europa aos 70» - #AEuropaaos70 - da Representação da Comissão Europeia em Portugal, com uma conversa sobre Espaço Público Europeu e Cultura com Catarina Carvalho e Mafalda Dâmaso. Moderada...

A Europa aos 70

A Comissão Europeia já pediu aos Estados-Membros para que tenham estes setores em especial atenção nos seus planos de recuperação e resiliência, que serão os roteiros para utilizar fundos europeus ao abrigo do NextGenerationEU e está a debater, no contexto do novo orçamento europeu de longo prazo, um novo programa da União Europeia de apoio aos setores cultural e criativo, mais forte e com base nas aprendizagens do atual programa Europa Criativa.

O episódio está disponível em vídeo na conta da Representação da Comissão Europeia em Portugal no Youtube e em áudio nas plataformas de podcast.

Se o jornalismo e a cultura são cada vez mais setores essenciais para o tecido social e do pluralismo saudável, da construção identitária de cada um de nós e também da defesa dos valores fundamentais do projeto europeu, são também dois dos setores mais profundamente afetados pela crise, somando-se aos grandes desafios que já atravessavam. Os jornalistas «nunca fomos tão precisos, nunca fomos tão necessários para desatar os nós da desinformação que neste caso da pandemia significava mesmo salvar vidas», mas o negócio de base dos meios de comunicação social «tornou-se quase incipiente» com a forte retração da publicidade, diz Catarina Carvalho. Avança mesmo que será no «âmbito da União Europeia, a única forma de resolver alguma coisa no jornalismo também» e desafia com a necessidade de uma «mudança estrutural»: reorganizar os media «não como um negócio por si, mas como uma função social e cívica muito importante».

Mafalda Dâmaso sublinha com vários exemplos concretos como o setor da cultura é «muito importante, mas extremamente frágil» e que precisa de «uma resposta a vários níveis» e que também pede uma «mudança de paradigma», por exemplo alterar o curto prazo dos apoios existentes. A crise veio dar mais luz às vulnerabilidades, mas é uma oportunidade para repensar as politicas e a forma como se os setores se estruturam.

Propor soluções é complexo, especialmente como manter a linha essencial da autonomia e da liberdade. Mas Catarina Carvalho sugere até que a polémica sobre possíveis apoios de entidades públicas retirarem a independência dos media é «algo que podemos alterar» e discorda que assim seja: «no mundo em que nós vivemos, a dependência é muito mais das entidades económicas, como as empresas. As empresas têm muito mais poder no jornalismo português, europeu e até mundial do que as entidades oficiais», como o Estado nacional ou as intuições europeias. Defende que a ideia de existir «uma área forte de jornalismo sem fins lucrativos» deve ser estudada e desenvolvida e dá exemplos concretos. A jornalista chama ainda a atenção para o facto de os jornalistas e os artistas não poderem continuar a trabalhar «quase em voluntariado» e para as grandes dificuldades em criar novas empresas de comunicação social em Portugal: problemas que solucionados podem contribuir muito para dinamizar o setor e, através dele, toda a sociedade.

Mafalda Dâmaso fala do princípio «distância de um braço» e como isso afeta as políticas culturais: «é verdade que o Estado financia a cultura», mas «isso não significa que o Estado tenha de escolher» os projetos e dá exemplos de como manter a independência e a liberdade na criação e na gestão cultural. «Há uma autonomia, isso é possível» e concorda: «isto tem de deixar de ser polémica». Destaca ainda a relevância e o papel da União Europeia e de como não o podemos tomar como adquirido. Alerta que «há o pressuposto de que quem se candidata a fundos europeus na cultura» está alinhado pelos valores fundamentais europeus e «isso nem sempre é assim». A conversa toca ainda a importância da educação, da literacia e da identidade, temas para os quais a meia hora de episódio se tornou muito curta.

Uma conversa a ver e ouvir na íntegra no canal da Representação da Comissão Europeia em Portugal no Youtube e disponível nas plataformas de podcast. O oitavo episódio sairá no dia 8 de outubro e trata da transição digital com Diogo Queiroz Andrade e Joana Gonçalves de Sá.

Contexto

O podcast «A Europa aos 70» - #AEuropaaos70- da Representação da Comissão Europeia em Portugal nasce no verão de 2020 para pensar a União Europeia pós-COVID, dos 70 anos da Declaração Schuman ao #NextGenerationEU. Em 10 episódios, Sofia Colares Alves, representante da Comissão Europeia em Portugal, modera conversas sobre o projeto europeu tocando em temas tão diversos que vã: da coesão à economia, do ambiente à saúde, da cultura à ciência.

O primeiro dos 10 episódios contou com uma animada conversa entre Elisa Ferreira, comissária europeia da Coesão e Reformas, e Henrique Raposo, escritor e comentador. O segundo sobre o tema da saúde, teve como convidados André Peralta Santos e Pedro Pita Barros e o terceiro debateu economia com Susana Peralta e Vítor Bento. O papel da ciência no contexto atual foi tema do quarto episódio com Maria Manuel Mota e Carlos Moedas e a reforma institucional e o Estado de direito fomentou, no quinto, a conversa com Miguel Poiares Maduro e Rui Tavares. Madalena Meyer Resende e Raquel Vaz Pinto foram as convidadas do sexto episódio para os temas da política externa e da defesa.

O primeiro podcast foi lançado a 6 de agosto e os seis primeiros episódios estão disponíveis em formato de vídeo na conta da Representação da Comissão Europeia em Portugal no Youtube e em áudio nas plataformas de podcast. Acompanhe os teasers e os lançamentos nas contas da Representação da Comissão Europeia em Portugal no Facebook, Twitter e Instagram e com o marcador #AEuropaaos70.

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Data de publicação
1 outubro 2020
Autor/Autora
Representação em Portugal